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Um primo

Quando eu era criança, sempre pensava no porquê de não ter um irmão.
Sempre ficava desapontada de não ter aquela companhia trakina pra aprontar.
Esperava que os amigos da escola e da igreja pudessem brincar eternamente comigo.
Mas chegava aquele momento em que cada um tinha que ir pra sua casa e fim de papo.

Continuei minha busca.
Fui recompensada.
Primo-irmão.
Deve ser aquele negócio de "estava escrito nas estrelas". hehehe
Nossos pais já eram melhores amigos, por que deveríamos nós mudar a sequência na família?
Mesmo com a distância, tinha aquele sentimento de sempre estar à vontade, ser entendido, compreendido e retransmitido.
E continua, e aumenta, cada vez que nos vemos.
Obrigada por existir na minha vida e fazer minha existência mais feliz....

Te amo primo.
Beaj






Amizades

Bala cheetos de my heart!
Eu amo vocês. Vocês são os anônimos mais queridos de todo mundo!

Já falei aqui o quão imprescindíveis são as amizades?
Mas não é essencial como seu cartão de crédito, seus livros prediletos ou sua maquiagem e uma escova de dentes de manhã cedo.
É super-mega-blaster-ultra-high importante! Compreendes?

Nesse ponto da minha história, entra a Naiára!
O tipo de pessoa que na faculdade,  naquele constrangedor primeiro dia de aula você não diria que seria sua amiga, aliás vocês passariam despercebidas uma da outra.
Se eu bem me lembro foi assim mesmo que aconteceu...

Fazíamos parte de mundos totalmente diferentes.

Ela é do tipo queridona, toda comportada, inteligente, italiana e discreta (na época da faculdade era, agora trabalhando com turismo já faz até stand up comedy #rá).
Fora que ela é toda trabalhada na meiguice.

Já eu... bem... sempre fui do tipo artista da Broadway.
Lá em Bento (sim oO eu estudei um tempo por lá) as gurias diziam que faltava algum remédio, porque eu era muito debochada e irônica (coisa que eu não sou hoje, grazadeus), sempre conversava muito, mas muito mesmo, polemizava as aulas, debatia as teorias de milanos, ria dos sotaques dos coleguinhas e ainda assim tirava notas ótemas... 

... sei lá como foi que certo dia me deparei com a Naia... 
Acho que foi numa aula de Introdução ao Turismo. 
Aquele tipo de aula que ninguém sabe ao certo o que está fazendo por lá, porque escolheu o curso e o que quer da vida. Muitos tinham dificuldade de falar o nome e a idade! OMG!

e cara... não sei como seria minha vida acadêmica sem essa pessoinha...
Ela quase sempre terminava as frases sarcásticas que eu começava.
Fazia as piadas que eu mais ria. E eu ria alto e quando não podia.
Desfilava no bar do CAARVI comigo pra eu não me sentir um alien (ajudava muito, porque aí eram DOIS aliens).

Sem que eu me desse conta, ela foi tomando conta de um espacinho do meu coração.
Tiveram mais aulas maravilhosas, momentos estranhos, outros esquisitos, outros doces...
Finalmente chegou a saída de campo pra Argentinaaaaaaaaaaa!
Muita loucura juntas, muuuuuuuuitos "hola que tal" e "cuecas cuelas"... hehehe
Acho que foi essa viagem que mudou totalmente minha visão de muitas coisas, principalmente de amizade, turismo e missão.

Aprendi a amar sem esperar. De maneira incrível fui estranhamente recompensada. Ela me amou de volta! 

Não sei como, as disciplinas da faculdade foram acabando, transferi o curso pra mais perto. Ela se formou. Eu também. Vitória das duas! Fui morar longe e passei por maus bocados e eis que essa amizade ressurge com força total, pra dar apoio e lembrar que a vida é boa e vale a pena!

Naia, eu gosto muito de você [mais do que de chocolate]. ^^
Você é o tipo de pessoa que queremos sempre ter por perto, que queremos que vejam nossos filhos crescerem e compartilhar as coisas maravilhosas de viver.

Podemos continuar tomando caminhos diferentes, mas que possamos lembrar esses laços de amizade que são invisíveis mas profundos, eternos, são pequenos mas esticam até os mais longínquos lugares através da memória.

Te amo querida.
Congratulaciones por sú día!


O que importa na vida

¿Hola que tal?

Munitos e munitas de toda a galáxia...
Desculpem a demora.
Vida de socialite não é easy mobein!

Correndo loucamente contra o tempo.
Parece que meu fim está próximo.
Chora não neném! Não vou morrer (ainda, porque pra morrer basta estar vivo).
O que está acabando é meu tempo nessa cidade Maravilhosa!
Toledo City (nem se iluda pensando no velho continente).

Estou finalizando o projeto por aqui.
E nesses "dias de luta, dias de glória" tive uma grata surpresa.
Uma amiga/irmã e eu passamos quase uma hora penduradas no celular.
(Este post é um oferecimento da TIM..hahah)
Poxa, foi tããããão bom falar com a dona Bruna Perutti.

Sabe...
Quando você passa muito tempo lutando com alguma coisa, pode se tornar distraído.
Não ver as coisas boas. Apenas enxergar seu conflito.
Nesses momentos, você pode ficar amargo, perder a gentileza e ser sincero de forma ferina.
Pode se queixar de tudo e se tornar um chato.
Ou pode fingir que dentro de você não está acontecendo uma revolução e colocar aquela cara de paisagem no wallpaper do seu rosto.
Simplesmente você não consegue se desarmar, está com a armadura ajustada e em posição de defesa. Salvando sua pele.
Na guerra, não há pausa para bondade, para empatia, muito menos gentileza.

Mas, queridinhos, não se enganem.
Deus nos ama FURIOSAMENTE e quer em nós o melhor ser humano possível!
Por isso Ele vem com todo o cavalheirismo (que entendemos por graça) e gera situações para produzir em nós graça para passarmos adiante.
Por isso pessoas são preciosas. Não coisas. Pessoas de carne e osso, com alma e sentimentos.
No meio da guerra, falar com um velho amigo nos traz o equilíbrio de volta.
Nos faz lembrar que a vida já foi doce e que essa doçura fez você passar por muitas tempestades.

Eu e a Bru lembramos de muitas pessoas que passaram em nossa adolescência.
Algumas passaram e ficaram, outras só passaram mesmo.
Foi cômico lembrar de nossas paixonites secretas, outras platônicas e outras escancaradas, que nos levaram a fazer muita loucura.
Nossa cumplicidade, nossa lealdade.
Saber que ainda que sua mãe pudesse te deixar de castigo você não entregaria aquele segredo cabeludo.
Noites mal dormidas, planejando o futuro (que se tornou um tanto diferente na realidade).
Muitos brigadeiros de panela. ^^

Teve de tudo um pouco na conversa.
Algumas novidades. Expectativas e muita risada.
Aliás, isso foi revigorante! Rir muito e loucamente e sempre!
Confidências, desabafos, muitos "ai que saudade".
Bom saber que estamos em fases totalmente diferentes na vida e ainda assim temos aquilo em comum: a amizade.
A amizade é o que sustenta o Homem em sua existência.
Seja amizade com Deus, com sua família, com os AMIGOS...

...e quando as coisas ficarem muito difíceis, olhe ao redor.
Vai ter aquela pessoa ali ou em suas memórias, presente. Junto com você.
Você vai saber que não é o fim e que o pior já passou, você tem amigos!
E em qualquer lugar vai estar em CASA!

"A friend loveth at all times, and a brother is born for adversity."
Proverbs 17:17

Tudo novo de novo

Senhoras e senhores, ponham a mão no chão
Senhoras e senhores, pulem de um pé só
Senhoras e senhores, dêem uma rodadinha...
E vá pro olho da rua!

Sou criança sim, algum problema?

Depois das minhas aventuras na selva, acampando com uns pirados, voltamos né?
Realidade chama. Trabalho, responsabilidades, atividades.

Mas foi um tempo maravilhoso de aprendizado, reflexão e diversão.
Pessoas amadas que demonstram como deve ser o céu.
Pessoas diferentes aprendendo a viver suas diferenças saudavelmente.
Pessoas com mesma visão e missão.

Voltar pra vida, faz lembrar que temos um compromisso.
Ser sal e luz. Ser a diferença que queremos ver no mundo.

Descobri que estou perto e longe.
Há zilhões de coisas a mudar.
Há zilhões de coisas já mudadas.
Cresci. Aprendi. Sofri. Venci.
Chorei. Ri. Lembrei e esqueci.

Obtive algumas respostas nesse tempo.
Coisas sobre chamado, vocação, ministério.
Precisei resgatar em mim alguns valores perdidos.
Entrar dentro de mim e limpar os cômodos da casa pra que o Senhor se sinta a vontade pra entrar, habitar, mudar as coisas de lugar, redecorar e perfumar.

E eu sempre fico maravilhada em como sou flexivel e adaptável.
Ambientes, pessoas, circunstâncias.
Posso estranhar um pouco no inicio, mas quando me dou conta estou super a vontade naquela situação contrária e até mesmo adversa.

Grazadeus né?

Ser grata é uma dádiva.
Quando acerta o alvo de sua gratidão, melhor ainda.
Deus é bom. O tempo todo. Sem parar.

Agradeço a ti Senhor pelas infindáveis aventuras que vivo contigo. Dia-a-dia.
Agradeço pela sustentação do meu ser em ti.
Agradeço por ser tudo pra mim, minha porção e minha herança.
Te amo Deus, aqui e pra sempre mais.

Atitudes

Olá crentasso!
Seja bem vindo à essa bagaça!

O assunto de hoje é polêmico.
Porque meu negócio é esculhambar e sambar na sua cara!
ahsuahiushaiusa

Perguntaaaaa:
Você é daqueles que assiste de camarote ou se joga na pista?

Bem, deixe-me contar-lhes uma historinha.
Havia um homem. Turrão. Brigão. Mas com o coração do tamanho do mundo.
Ele passou três anos tentando aprender como ser humano de verdade. Ser gente.
As lições eram fáceis. O professor muito dinâmico e atencioso. Parecia obter progressos a cada dia. 
No final do curso, nada mais justo que uma comemoração.
Na turma havia outros alunos também. Uns mais novos e outros mais velhos.
Todos com o mesmo objetivo: ser mais. Mais humano.
No dia da festa o professor parecia angustiado, queria que aqueles alunos soubessem o valor das aulas e passassem o conhecimento adiante.
Fez um brinde às conquistas de cada um, falou sobre si, e sobre algumas coisas que aconteceriam dali para frente.
Algumas coisas realmente aconteceram e repentinamente o professor está encurralado. 
Ao que parecia seus ensinamentos estavam desagradando muitas pessoas. 
Não havia razão para tanto, mas surgiram guardas por todos os lados. 
Nessa hora você me pergunta, e os alunos?

Bem, num momento como esse, bons alunos colocariam em prática os conteúdos aprendidos, tentando ser o melhor que pudessem.
Mas não é que tinha um que estava em modo "adventure" ligado?
Não, seu nome não era Tyson, mas ele gostava de uma orelhinha.
Sai do meio dos outros, pega sua espada e zzzzzzaaaap na orelha de um soldado.
Pobre Holyfield, digo, Malco.

Nessa parte pode-se ouvir: Pare tudo menino? Comassim? E a paz mundial? Num to entendendo!
Pois é, o aluno é Pedro. O professor é Jesus.
E as árveres somos nozes.

Mas onde raios eu quero chegar com isso?

Primeiro: Sim eu tenho espadas embainhadas, das quais não abro mão. Eu posso passar a minha vida inteira aprendendo como ser gente de verdade. Nunca vou conseguir perfeitamente. Mas nem por isso deixo de tentar. E só há uma pessoa capaz de nos ensinar boas maneiras e você sabe que eu não to falando do Dalai Lama nem da Madre Tereza...

Segundo: Cara! Pedro é awesome! Me identifico muito com ele. A situação apertou, ele ficou com medo, com raiva e tudo junto. Simplesmente deu um jeito. Não foi o jeito certo, mas foi um jeito. Tantas vezes eu fico deixando as coisas de lado ou empurrando com a barriga. Não sou a profundidade da sabedoria, mas tenho visto que é melhor errar, tentando, do que esperar sem fazer nada. Na maioria das vezes funciona, mas o segredo é descobrir em quais momentos isso não dá certo e você tem que ficar caladinho e com cara de paisagem.

Terceiro: Há coisas que fogem do seu controle totalmente. Principalmente quando envolve outras pessoas. Você pode chorar, gritar, espernear, mas não pode fazer de alguém seu completo fantoche. As pessoas (na maioria, mas com não raras exceções) pensam, caramba! Tem uma massa cinzenta dentro da cabeça que diz a elas o que fazer e quando fazer. Nem o criador do universo consegue mandar nisso, você reles mortal, quer mesmo tentar?

A dica que te dou, como amiga (porque eu sou sua amiga nesse post) é você pegar tudo isso que  jogam em cima de você e jogar pra Deus... Passa a bola. Ou faz um suflê (a primeira opção é bem mais fácil, não conheço ninguém que acerte suflês)
Ficar com raivinha. De birra. Afff!!! Sai dessa, isso não te  leva a lugar algum meu bein!

Se você quer saber alguma coisa de mim. Saiba isso: Tenho minhas armas. Sempre fui uma pessoa irritadiça. Não fale um tom mais alto comigo que eu inicio a terceira guerra mundial. Mas de tanto bater cabeça, de tanto sofrer, de tanto fazer do meu jeito e ver que não dava certo, decidi mudar. Faz um tempo já, que não me estresso a toa. Pra alguém ou alguma coisa me tirar do sério tem que comer muito feijão com arroz. Por quê?

Porque a vida é boa demais! E não! O mundo não vai parar pra que você resolva seus conflitos internos e externos. 
Então ame mais. Perdoe mais. Ria das coisas sofridas. Chore de emoção. Curta cada momento... Seja contorcionista com as pesssoas. Sujeite seu eu à projetos maiores. Liberte sua criança interior! Se errar, reconheça e comece de novo. Deixa pra lá essa cara de maracujá velho e vai ser feliz chuchu!


Essas podem ser algumas resoluções para 2012... mas tire um tempo pra pensar de onde você saiu, aonde está e pra qual lugar parece estar seguindo. Sonhe!

Pedro aprendeu a dura lição de entregar suas armas.
Eu estou no caminho. 

Você já deu o primeiro passo?

Texto base João 18.